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Operação London Bridge - Lições do planejamento sucessório da Coroa Britânica

Ativado pelo código "London Bridge is Down", a Operação London Bridge é o conjunto de planos elaborados para executar e assegurar uma transição estável do poder na Monarquia Inglesa, que envolvem desde o anúncio da morte da Rainha Elizabeth II, planejamento do funeral, período de luto oficial, proclamação e coroação do Rei Charles III.


O plano, minucioso e detalhista, foi concebido no início da década de 60 e revisado inúmeras vezes, pela própria Rainha, e seu sucessor.


Para além de toda a liturgia envolvida, o plano visa garantir a estabilidade da Coroa Britânica, suas relações com as ex-colônias, com os 56 países que integram a Commonwealth, além da continuidade dos negócios da família real.


A morte da Rainha Elizabeth II representa o fim de uma era, e pode se constituir em um gatilho disruptivo de inúmeras instabilidades tanto no Reino Unido, quanto no resto do mundo. A operação London Bridge visa, exatamente, abordar esse risco da forma que mais favoreça aos interesses da Monarquia.


O planejamento sucessório não é um benefício exclusivo da realeza britânica, e se constitui em um instrumento que pode ser acessado por qualquer empresário visando definir a continuidade da atividade da empresa, organizando a sucessão em sua direção, assim como estabelecendo o modo como ocorrerá a transferência dos bens da empresa e de seus sócios antes de seu falecimento.


Vale dizer, a partir desse planejamento, será possível estabelecer todas as diretrizes e medidas que serão tomadas a partir da morte dos sócios da pessoa jurídica.


Assim como visado pelo Palácio de Buckingham, o planejamento sucessório conferirá maior segurança e estabilidade à Empresa, e garantirá a continuidade das atividades e preservação do patrimônio construído ao longo dos anos.


E não é só. Se corretamente aplicado, o planejamento proporcionará (i) menor custo tributário; (ii) blindagem patrimonial; (iii) ausência de litígio com inventários; (iv) harmonia entre os familiares; (iv) indicação do sucessor.


A rainha que foi a face constante de um mundo em transformação, despediu-se deixando uma última e importante lição estratégica para qualquer negócio: o empresário que visa perpetuar seu empreendimento e preservar seu patrimônio deve considerar a implementação de um plano de sucessão, sob pena de não perpetuar o seu legado.



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